quinta-feira, 25 de março de 2010

REFLETINDO SOBRE O ESTÁGIO

Neste primeiro momento se faz necessária uma investigação sobre a instituição em que farei o estágio, conhecendo um pouco mais sobre a realidade da escola, as características físicas, sua estrutura, funcionamento, recursos materiais e humanos, as características da comunidade escolar, as relações que permeiam entre esses espaços sociais, a realidade cultural, social dos alunos da turma, buscando estabelecer uma relação de proximidade e envolvimento com os alunos e suas famílias, sendo esse processo facilitador do processo de construção e desenvolvimento da aprendizagem.
Pensando na importância dessas informações que estão sendo levantadas, vejo que o principal objetivo desse processo investigativo é conhecer a realidade e considerando-a em toda sua especificidade para a realização do planejamento durante o estágio.

"A realidade sociocultural e econômica do aluno influencia em seu

desempenho, assim como as condições de trabalho do professor e o aparato que o sistema

oferece para ele formar-se e aprimorar sua prática."(COLL, César)




segunda-feira, 22 de março de 2010

ESTÁGIO

Neste início de estágio se faz necessário buscar e compartilhar com os colegas e professores do PEAD as informações sobre mim mesma, relacionadas a minha formação pessoal, minhas experiências profissionais na área da educação, bem como a realidade da escola e da turma com a qual realizarei o estágio.

APRESENTAÇÃO PESSOAL


IDENTIFICAÇÃO

NOME:LUCIANE DA SILVA DUTRA

FORMAÇÃO:Magistério, concluído em 1990, no Colégio São José, em São Leopoldo; Pedagogia na UFRGS, cursando o oitavo semestre.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: Tenho quatorze anos de docência no Magistério, trabahando principalmente com regência de classe nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com turmas do primeiro ao quintos anos e há alguns anos em pelo menos um dos turnos trabalho no laboratório de informática da escola Zaira Hauschild. Neste ano peguei uma turma de quarto ano pela manhã para realizar o estágio e a tarde trabalho com as treze turmas do Ensino Fundamental, desde o ano passado.


Além disso se faz necessário relatar a realidade da escola em que realizarei o estágio, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Zaira Hauschild, no município de São Leopoldo, onde atuo desde 1999.


APRESENTAÇÃO DA ESCOLA


NOME:ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL ZAIRA HAUSCHILD

ENDEREÇO:AVENIDA SÃO BORJA, 2520. BAIRRO SÃO BORJA. SÃO LEOPOLDO.

TELEFONE:35886559

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA: A escola funciona nos três turnos, no diurno com o Ensino Fundamental e a noite com a EJA.

NÚMERO DE ALUNOS: 950

NÚMERO DE PROFESSORES: 53

POPULAÇÃO ATENDIDA: Alunos oriundos de bairros de periferia do município de São Leopoldo, pertencentes a classe baixa, com familiares com níveis baixos de escolaridade.

ESTRUTURA FÍSICA: A escola possui dois pavimentos, totalizando dezenove salas de aula, oito banheiros para alunos e três para funcionários, uma biblioteca, uma sala de informática( contendo 17 Cpus, 34 monitores, uma impressora, com conexão via wireless, mas que ainda não está em funcionamento, um refeitório, uma quadra poliesportiva, um pátio localizado na parte central da escola, com um bar, sala da direção, supervisão e professores.


APRESENTAÇÃO DA TURMA


É uma turma de quarto ano, com 25 alunos na maioria com nove anos e outros de doze e treze anos, sendo 19 meninos e 6 meninas, oriundos da classe baixa, com três repetentes de outras séries e um do quarto ano. Um desses repetentes é portador de PC e cadeirante. A turma tem como característica a agitação, o excesso de conversas durante a realização das atividades, além dos pedidos frequentes para saírem da aula para ir ao banheiro, tomar água, mas também a participação e realização de todas as atividades propostas, tanto em aula, como nos temas. A sala de aula é pequena para o número de alunos, dificultando a organização de pequenos grupos. Possui acesso fácil a biblioteca, mas como a informática se localizaq no segundo pavimento, dificulta o acesso do aluno cadeirante a mesma.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Respondendo à tutora Margarete

"No planejamento é preciso respeitar a realidade dos alunos, que é muito diferente da minha enquanto professora."Quais são essas diferenças?

Primeiramente é preciso considerar a faixa etária e os interesses dos alunos, pois às vezes enquanto professora posso realizar um planejamento que foge aos interesses dos alunos, mas contemple os meus, utilizando uma linguagem e propostas de trabalho inadequadas aos mesmos. Trabalho algo que penso ser interessante, mas está fora do contexto do aluno, gerando incompreensão e nenhuma motivação pelo mesmo em realizar a atividade, discutir o tema, construir um trabalho em grupo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Planejando uma aula

Planejamento baseado no livro abaixo:




A realização da atividade "Planejamento de Aula", apesar de ser algo relacionado com a minha profissão, mostrou ser um desafio para mim, pois mesmo já tendo realizado inúmeros planos de aula, faz algum tempo que não planejo um em que precisa constar todas as etapas de planejamento que foram propostas nesta atividade: temática, justificativa da mesma, o roteiro da atividades: leitura, produção textual, jogo e sistematização, cada uma contendo objetivo, organização da turma e materiais e desenvolvimento. Como educadores temos prática, mas também dificuldades em organizar um planejamento escrito, que contemple as necessidades dos alunos, abrangendo vários aspectos linguísticos seja na oralidade ou na escrita, que contribuam verdadeiramente para o processo de alfabetização e letramento dos alunos, promovendo contato com várias formas de linguagem, percebendo a utilização das mesmas nas diversas situações de comunicação sociais que se apresentam em nossa vida, auxiliando na formação do sujeito.
Planejar nunca é uma tarefa fácil, pois é preciso considerar e respeitar a realidade dos alunos, que é muito diferente da minha enquanto professora.

REFERÊNCIAS

ROTH, Otávio. Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz. São Paulo: Ática. 1994.
TRINDADE, Iole Maria Faviero. Não há como alfabetizar sem método.
Power Point: Alfabetizações e alfabetismos/ letramentos.
ZEN, Maria Isabel Dalla; TRINDADE, lole Faviero.Leitura, escrita e oralidade como artefatos culturais, 2002.

A EJA

A interdisciplina de EJA e a de Didática dialogam no sentido de promover a alfabetização de jovens e edultos a partir da realidade dos mesmos. Paulo Freire quando utilizava temas geradores com seus alunos, buscava aproximar a linguagem da escola com a da usada pelos sujeitos nela inseridos, construindo novas aprendizagens a partir de seu vocabulário, e o educador nesse processo, conhece a bagagem cultural que constitui o mesmo, criando um espaço educativo com mais significado, pois valoriza a realidade do aluno e seu contexto social, cultural.
A EJA também fala sobre a necessidade de construi um espaço educativo que respeite e valorize a realidade do aluno, sua linguagem e pensamento, a pluralidade cultural, aspectos que foram constituidos nas relações sociais desse sujeito com o mundo a sua volta. Para isso, a escola precisa repensar seu currículo, o papel do educador não como transmissor de conhecimento, mas facilitador do processo de aprendizagem, que é do aluno e não seu, buscando estratégias diferenciadas, motivadoras dessa busca pelo conhecimento escolar, cultural e social.


REFERÊNCIAS
Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência. Nova Escola: Grandes Pensadores, São Paulo, Edição 22, p. 70-73, mês jul. 2008.
FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In: _____. Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. p.89-101.
“A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana”(filme). Produzido durante o curso “Alfabetizando jovens e adultos”, SENAC-SP, Assessoria Instituto Paulo Freire”. 1999-2001. DVD ( 52min.)
BETTO, Frei. Paulo Freire: a leitura do mundo. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf>. Acesso em 26/10/2009.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n.12, p. 59-73 Set./Out./Nov./Dez. 1999. Disponível em: <http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/eja/jovens_e_adultos_como_sujeitos_do_conhecimento_e_aprendizagem.pdf> Acesso em :26 out. 2009.
COMERLATO, Denise Maria. Escrita, representações e cognição. Educação e Realidade, 29 (2), 1143-161, jul./dez. 2004. Disponível em: <http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/eja/escrita_representacoes_graficas_e_cognicao_Denise_e_Comerlato.pdf> Acesso em: 26 out. 2009.

LIBRAS na Educação

A referida atividade de LIBRAS, me fez repensar sobre a necessidade de uma escola que seja realmente inclusiva, mas aí encontramos um dilema: Até que ponto a escola regular promove a inclusão de crianças com síndromes, deficiência mental, física, ou a própria surdez?
Na própria disciplina de Libras estudamos que uma parte dos especialistas defende que as crianças surdas precisam participar desde pequenas da escola regular, outros entretanto defendem que essas crianças precisam estar em uma escola que conheça a cultura surda e a partir disso respeite suas especificidades linguísticas e de identidade, tornando esse espaço educativo mais amplo, com experiências sociais mais qualificadas e significativas para esses alunos, que contribuirão para sua inserção social na família, escola, instituições e mercado de trabalho.
Na interdisciplina de Linguagem trabalhamos sobre a importância de se considerar as variedades linguísticas que observamos em nossos alunos, seja na oralidade e na escrita, desestabilizando a idéia de uma língua padrão, como se essa não sofresse alterações socioculturais, mas defendendo a postura de inclusão de surdos na escola regular é uma atitude que valoriza e respeita sua cultura, buscando combater o preconceito social de forma efetiva, ou apenas serve como discurso para dizer que somos todos iguais e fechar as instituições de educação específica para eles?
A referida questão propõe uma reflexão sobre o meu espaço de trabalho, de que maneira acontece o processo de inclusão de uma criança na escola? Observo todos os anos crianças que são de inclusão, e que estão perdidas dentro da escola regular, não participam da atividades, a escola não se adapta à ela, os educadores não percebem a necessidade de adaptar o currículo para esses alunos, desde as tarefas propostas, até uma avaliação diferenciada que realmente contemple e valorize o que aprendeu, seu desenvolvimento, ao invés de avaliar o que não sabe.
Referências
LANE, Harlan. A Máscara da Benevolência: a comunidade surda amordaçada. Lisboa: Instituto Piaget, 1992.
Adaptado: PERLIN, Gládis; STROBEL, Karin. Fundamentos da Educação de Surdos, 2008. Disponível em:< http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/libras/unidade3/unidade3.htm
>. Acesso em: 07 nov. 2009.
ZEN, Maria Isabel Dalla; TRINDADE, lole Faviero.Leitura, escrita e oralidade como artefatos culturais, 2002.

Temas geradores de Freire e Pedagogia de Projetos

Com a utilização dos temas geradores na prática pedagógica é proposta a valorização da cultura construída pelo aluno como ser social, pois a partir de palavras-chave que provém de seu vocabulário e de situações do cotidiano que permeiam suas relações sociais, de trabalho, na comunidade, entre outras, e, sendo trazidas por esse sujeito, estarão carregadas de significado. Num primeiro momento o educador descobre o que o aluno conhece e o mesmo traz sua cultura de mundo para dentro da escola. Da mesma maneira os Projetos de Aprendizagem desenvolvidos por nós também partem do conhecimento que possuímos, desencadeando a partir disso o processo de elaboração de aprendizagens prévias e a construção de novas.
Tanto a utilização dos Temas Geradores proposta por Freire, quanto a Pedagogia de Projetos, promovem a troca nas relações sociais, a exploração e discussão de diferentes temas, onde cada sujeito expõe uma leitura de mundo diferenciada, apresentando culturas paralelas distintas, mas que se complementam na vida social, acabam por promover a inserção da linguagem no contexto real do aluno, ajudando no seu processo de construção de uma visão crítica da realidade, problematizando-a, dessa forma promovendo a ação e transformação, tornando o sujeito consciente desse processo, e, contribuindo efetivamente para seu processo individual e coletivo de leitura de mundo, principal função da educação, segundo Paulo Freire(1968).
REFERÊNCIAS
Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência. Nova Escola: Grandes Pensadores, São Paulo, Edição 22, p. 70-73, mês jul. 2008.
FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In: _____. Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. p.89-101.
“A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana”(filme). Produzido durante o curso “Alfabetizando jovens e adultos”, SENAC-SP, Assessoria Instituto Paulo Freire”. 1999-2001. DVD ( 52min.)
BETTO, Frei. Paulo Freire: a leitura do mundo. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf>. Acesso em 26/10/2009.
HERNÁNDEZ, Fernando; MONTSERRAT, Ventura. Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares. Porto Alegre: Artmed, 1998.